quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tammy Jung e o Nucleus Accumbens

Então Tammy Jung quer ser a mulher mais gorda do mundo (para quem ainda não conhece essa história: http://www.youtube.com/watch?v=0pc0ODI_ilg).

Com base nesse caso, vamos analisar de forma mais neurológica e específica como que funciona o centro de prazer do cérebro, para a Tammy, relacionado a comida e alguns neurotransmissores presentes nesse contexto.

O nosso foco então é o nucleus accumbens.
Ele se encontra na base do encéfalo frontal e faz parte dos chamados núcleos da base. Cada hemisfério possui um nucleus accumbens; ele é dividido em cerne e conche, cada parte tendo função e morfologia diferentes.

O principal neurônio dessa região é o do tipo espinhoso médio, o qual produz o neurotransmissor GABA (ácido gama-aminobutírico), um dos principais neurotransmissores inibidores do sistema nervoso.

Axônios, principalmente, da amígdala e da área tegmental ventral - os seus neurônios dopaminérgicos que conectam a via mesolímbica - chegam ao nucleus accumbens.

está ligado a função de motivação, ao sistema de recompensa, impulsividade, efeito placebo, ao vício em drogas e comida.

Chamado frequentemente de "centro de prazer", no qual um grupo de neurônios modulam os efeitos dos neurotransmissores ligados a essa região.

O principal neurotransmissor que age no nucleus accumbens e é fortemente associado ao sistema de recompensa é a dopamina.

Produzida na área tegmental ventral (VTA), a dopamina é liberada no nucleus accumbens - via os terminais dopaminérgicos - como resultado de experiências recompensantes.

No campo das pesquisas, percebe-se, a partir da estimulação elétrica do VTA do cérebro de camundongos, que eles aprendem rapidamente a pressionar uma alavanca como resultado da estimulação por dopamina e continuarão a pressioná-la repetidamente por um longo tempo.

Assim, a medida que Tammy Jung come cada vez mais, os altos níveis de dopamina no nucleus accumbens estimularão o continuo consumo, uma vez que o prazer da comida é sentindo cada vez mais intenso.



domingo, 9 de junho de 2013

Patologias - Tratamento: Autismo



Para um melhor entendimento dos tratamentos existentes para o autismo, uma visão geral dos sintomas e das vias bioquímicas relacionadas:

Características marcantes de pacientes autistas:
-Distúrbios nas áreas de sociabilidade, de comunicação e de interesses/atividades;
-Comprometimento da atividade imaginativa: restrita em conteúdo e/ou repetitiva e/ou estereotipada na forma;
-Incapacidade na comunicação verbal e não-verbal: linguagem totalmente ausente ou fala repetitiva ou afasia nominal (incapacidade de nomear objetos) ou linguagem metafórica/neologismos;
-Falta de receptividade e interesse pelas pessoas, não se estabelece relações interpessoais, pessoas conhecidas e desconhecidas são pouco distinguidas.

Principais causas:
-Envolvimento do sistema dopaminérgico;
-Hiperserotoninemia;
-Desequilíbrio de endorfinas.

Agora, os possíveis tratamentos empregados:
Terapia farmacológica:
Esse tipo de tratamento não deve ser mantido isoladamente.


1- Neurolépticos:
São os mais utilizados para crianças autistas e são responsáveis por diminuir a concentração de serotonina e dopamina no sangue e no líquor.
Típicos: Haloperidol - contém antagonistas dos receptores D2 da dopamina, melhorando os sintomas de hiperatividade, impulsividade, agressividade e estereotipias.
Atípicos: Risperidona-contém antagonistas dos receptores de dopamina e serotonina, promovendo a melhoria dos comportamentos repetitivos, agressividade, ansiedade, depressão e irritabilidade.
               Clozapina- antagonista dos receptores adrenérgicos, colinérgicos, histaminérgicos e serotoninérgicos.

2- Inibidores da recaptação de serotonina:
Fluoxetina, sertralina, fluvoxamina, paroxetina: grupo de compostos não relacionados quimicamente que inibem fortemente a recaptação de serotonina (5-hidroxitriptamina) no sítio do transportador pré-sináptico.
Melhora sintomas como agressão, auto-agressão, estereotipias e sintomas obsessivos-compulsivos.

3- Anti-depressivos tricíclicos:
Clomipramina – efeitos serotoninérgicos, com melhoria nos comportamentos agressivos, auto-agressivos, obsessivo-compulsivo e nas estereotipias.

4-Anti-convulsivantes:
Convulsões presentes em aproximadamente 30% daqueles com pertubações do espectro autista.
Valproato de sódio e Carbamazepina: controle das convulsões.

5- Estimulantes:
Metilfenidato- prescrito como forma de redução da hiperatividade e do déficit de atenção, mas pode aumentar a agressividade e os comportamentos estereotipados.

6-Antagonistas Opióides:
Altos níveis de opióides foram encontrados no fluído cerebroespinhal de muitas crianças autistas. Esses reduzem a percepção da dor e podem induzir sentimentos de euforia, relacionando-se com os comportamentos de auto-agressão de crianças autistas. A diminuição dos opióides serve de resguarde para esses comportamentos.
Naltrexona: bloqueia a ação dos opióides, com observação de redução da hiperatividade e do cansaço.




Outras terapias utilizadas:
Terapia da fala, terapia física, musical, ocupacional, de vitaminas, intervenções comportamentais com tarefas sociais...
Com relação à terapia de vitaminas, alguns profissionais insistem que algumas crianças autistas podem se beneficiar com a ingestão de elevadas doses de B6, ácido fólico, C e A.

Curiosidades:

**TEACCH = Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children (Tratamento e Educação de Crianças Autistas E com Desvantagens na Comunicação).
O projeto de saúde pública é disponível na Carolina do Norte, EUA e oferece serviços voltados para pessoas com autismo e outros transtornos do espectro do autismo e para suas famílias.
Atualmente oferece serviços da 1ª infância até a idade adulta, incluindo diagnóstico e avaliação, projetos de tratamento individualizados, educação especial, treinamento de habilidades sociais, treinamento vocacional, consultoria a escolas e convênio com as escolas estaduais, treinamento e aconselhamento dos pais e promoção de atividades de grupos de pais. Mantém também um projeto de pesquisa ativo e capacitação multidisciplinar para profissionais lidando com crianças, adolescentes e adultos com autismo e suas famílias. 

**O projeto DAN! - Defeat Autism Now!

Organização de pesquisa e de fonte de informações para tratamentos seguros, com o propósito de corrigir 
as causas centrais do autismo.A agenda inclui:
·                                 Oferecer fundos para pesquisas sobre tratamentos eficazes;
·                                 Manutenção de dois websites, autism.com e autism.org, para fornecer informações médicas e educacionais sobre o autismo;
·                                 Colaboração com o Instituto Nacional Americano de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (National Institute of Child Health and Human Development, da Universidade de Maryland) para pesquisas a respeito das causas e efeitos do autismo;
·                                 Compilação de enquetes com pais, para determinar quais tratamentos para o autismo são benéficos e quais não o são; entre outros.
d

  





a


s




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Neurotransmissores: Serotonina

A serotonina é uma monoamina encontrada, principalmente, no trato gastrointestinal, nas plaquetas e no sistema nervoso central (SNC). Ela é popularmente conhecida por contribuir com os sentimentos de bem-estar e felicidade.

Funções

Suas principais funções incluem a mediação dos movimentos peristálticos no trato gastrointestinal (as células secretoras de serotonina no intestino possuem cerca de 90% da reserva de serotonina do corpo), a vasoconstricção quando liberada pelas plaquetas durante a coagulação e a regulação do humor, apetite e sono no SNC. A serotonina também pode controlar a multiplicação celular, a secreção de hormônios (como a insulina) e a ação de osteoblastos e osteócitos.

Altos níveis de serotonina no corpo estão relacionados ao sentimento de bem-estar, enquanto a sua falta costuma levar à ocorrência de depressão, fatiga, perda de apetite e do interesse sexual e à disrupção geral da saúde corporal.

Síntese

A serotonina é sintetizada, no corpo humano, a partir do aminoácido L-triptofano por uma via metabólica curta que consiste de duas enzimas: triptofano hidroxilase (TPH) e aminoácido descarboxilase (DDC)



Quando há deficiência de serotonina no corpo, a ingestão da mesma pode suprir a necessidade de células do intestino e plaquetas, mas o neurotransmissor não atinge o SNC, por não conseguir ultrapassar a barreira sangue-cérebro. No entanto, os precursores da serotonina (triptofano e seu metabólito) são capazes de ultrapassar essa barreira e são, portanto, mais adequados para compensar a deficiência. 

Receptores 5-HT

Os receptores de serotonina estão na membrana de células nervosas e outro tipos celulares. Eles não só mediam os efeitos da serotonina, mas também o de uma grande variedade de drogas farmacêuticas (alguns antidepressivos) e de alucinógenos (LSD, mescalina). Existem sete famílias de receptores 5-HT. Com exceção da 5-HT3, são todos receptores associados à proteína G (GPCRs). A família 5HT3 é formada por canais catinicos de Na e K controlados por ligantes. 


Os receptores associados às proteínas G (existem alguns tipos) formam uma família de proteínas transmembrana grande que detectam inúmeras moléculas sinalizadoras e ativam cascatas de sinalização intracelulares que levam, por fim, à resposta celular.

Quando o ligante (no caso, a serotonina ou drogas que utilizam os mesmos receptores) se adere ao receptor, ele está ligado à uma proteína G inativa, a interação com o ligante promove a ativação da proteína G (fosforilação do GDP ligado a ela) e faz com que a proteína G se solte do receptor. A proteína G liberada pode, então, afetar proteínas intracelulares sinalizadoras e funcionais, dependendo do seu subtipo. 

Serotonilação

A serotonina possui, também, um mecanismo de sinalização independente de receptores, a  serotonilação. Por meio da qual ela ativa processos intracelulares pela modificação de proteínas. O processo ocorre com o transporte da serotonina para dentro da célula, ao contrário da sinalização por receptores, que ocorre na membrana. A  modificação das proteínas ocorre com a participação da enzima transglutaminase e a formação de ligações glutamil-amido. 

Por meio da serotonilação, a serotonina controla a exocitose em plaquetas, a liberação de insulina por células beta pancreáticas, o tônus do tecido muscular cardíaco e, possivelmente, outras situações.

Terminação

A ação serotonérgica é terminada principalmente por meio da reabsorção de serotonina da fenda sináptica por meio de um transportados de monoamina específico, chamado SERT e localizado no neurônio pré-sináptico. Diversos agente podem inibir a reabsorção de serotonina, entre eles estão o ecstasy, as metanfetaminas, cocaína e antidepressivos. Quando isso ocorre, a terminação da ação não ocorre, ou só ocorre depois de muito tempo, com a difusão da serotonina. 

Sociopatia

A sociopatia é um exemplo de distúrbio que envolve a via serotonérgica, e já foi abordado aqui no blog! Se quiser saber mais sobre as suas causas e tratamentos, aqui estão os links para os respectivos posts:

e

Fontes


terça-feira, 28 de maio de 2013

Métodos de Pesquisa em Neurociência - Camundongos Transgênicos e Nocautes



Nas últimas descadas, ratos e camundongos transgênicos e nocautes foram desnvolvidos para – por exemplo – o estudo da importância da regulação do estresse oxidativo para o funcionamento do SNC. Esses animais que apresentam alterações em genes envolvidos com a defesa antioxidante possibilita o estudo sobre essas proteínas no controle oxidativo do sistema nervoso.

Mas como se consegue esses ratos e camundongos transgênicos e nocautes?

O método mais comum é a injeção direta do gene de interesse no pró-núcleo de ovos fertilizados, a partir de uma micropipeta contendo a solução de DNA (~ 2 pmol). Os embriões são cultivados e reimplantados em uma fêmea. No Maximo 40% dos filhotes receberam o gene de interesse e são identificados por “Southern Blot” : o DNA é extraído e fragmentado, esses fragmentos de DNA são separados por eletroforese em gel, tranferidos para uma membrana, e o gene de interesse é identificado por uma sonda marcada de RNA ou DNA complementar.

O DNA do gene de interesse deve estar acompanhado de um promotor para uma expressão eficiente.

Os vírus também podem ser usados na tarefa de carregar o DNA para dentro da célula. Os retrovírus são os mais adequados para uma transformação estável de células de mamífero, já que o DNA viral é integrado no genoma da célula e não provoca a lise da mesma.

Dessa forma, é possível a transferência direta de um gene a uma região selecionada do cérebro ou a um tipo especifico de neurônio de camundongos, e permite induzir a expressão do gene em qualquer momento durante o desenvolvimento do sistema nervoso ou no animal completamente maduro.

O nocaute, propriamente dito, é a interrupção do gene in vitro provocada por mutações, deleções ou inserção de um fragmento de DNA, o qual interfere na fase de leitura, resultando em uma proteína não funcional.

O gene mutante é inserido em um vetor e introduzido em células tronco embrionárias em cultura por microinjeção, transfecção (método não-viral) ou eletroporação (aumento da permeabilidade da membrana da célula causado por um campo elétrico aplicado externamete).  



Recombinações que resultam na substituição do gene normal ocorrem cerca de uma em cem vezes. As células recombinantes são selecionadas e injetadas em um blastocisto, que é introduzido em uma fêmea.



Algumas das células do filhote possuirão o gene mutante. Se forem células germinativas, o cruzamento deste camundongo com outro resultará em filhotes heterozigotos, ou seja, expressando 50% da proteína. Cruzando esses heterozigotos entre si, obtêm-se animais homozigotos (com 25% da frequência), com as duas cópias do gene mutada, ou seja, com expressão nula da proteína.








Bibliografia: www.scielo.br/pdf/qn/v29n6/33.pdf ; livro: Imunologia Celular e Molecular, Abul K. Abbas, Andrew H. Lichtman.



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Neurotransmissores


Mas, afinal, como funcionam os neurotransmissores?

Até agora, sabemos que os neurotransmissores são moléculas mensageiras, que transportam um impulso nervoso no espaço entre dois neurônios ou entre um neurônio e uma célula efetora. Chamamos esse espaço de sinapse. Mas como se dá esse transporte?

A Transmissão de Impulsos Nervosos

Dentro dos neurônios, os comandos nervosos são transmitidos por meio de impulsos elétricos. Basicamente, a entrada e a saída de íons causam uma polarização da membrana plasmática dessas céluas, o que possibilita a transmissão do impulso. É claro que não é assim tão simples, existem diversas proteínas de membrana envolvidas, além das células de Schwann, formadoras a bainha de mielina, que acelera imensamente o impulso. Mas o nosso foco aqui não é na transmissão do impulso elétrico mas sim no que acontece quando ele alcança o fim do axônio ( na verdade, o fim dos telodendros, ramificações da ponta dos axônios): a produção e liberação de neurotransmissores.

Os neurônios e suas células alvo (outros neurônios, miócitos, células de glândulas) não estão fisicamente conectados. Há entre eles uma espaço de 20 a 40 nm, a sinapse ou fenda sináptica, que deve ser atravessado para que haja a continuação da transmissão do estímulo.

Os Neurotransmissores

Os neurotransmissores são moléculas variadas produzidas nos corpos celulares dos neurônios, transportadas até os terminais e lá mantidas no interior de vesículas. Em geral, os neurotransmissores são moléculas pequenas e de baixa complexidade. 

Eles podem ser classificados em:

- Estimulantes: quando se liga ao receptor, o neurotransmissor estimula a abertura de canais iônicos e ocorre a passagem de íons positivos para dentro do neurônio pós-sináptico, tornando-o mais provável a disparar um sinal;
- Inibidores: quando se liga ao receptor, o neurotransmissor estimula a abertura de canais iônicos e ocorre a saída de íons do neurônio pós-sináptico, tornando-o menos provável a disparar um sinal.

Além disso, podem ser categorizados em um dos seguintes tipos:

- Acetilcolina;
- Aminoácidos: Ácido gama-aminobutírico (GABA);
- Neuropeptídeos: Oxitocina, endorfinas, vasopressina, etc.
- Monoaminas: Adrenalina, noradrenalina, histamina, dopamina e serotonina;
- Purinas: Adenosina, ATP;
- Lipídeos e gases: Óxido nítrico, cannabinóides.

A  Sinapse

Ao chegar ao final do axônio, o impulso elétrico estimula a fusão das vesículas sinápticas (repletas de neurotransmissores) com a membrana plasmática. Liberando os neurotransmissores na fenda sináptica. As células alvo, possuem receptores para neurotransmissores específicos, produzidos pelos neurônios com os quais elas fazem sinapse. Ao se ligar ao receptor, o neurotransmissor ativa-o, o que gera modificações na célula. Estas modificações geram a resposta final da célula, seja ela um impulso elétrico (novamente) ou a produção de um hormônio.

A Desativação

Depois de os neurotransmissores desempenharem sua função, é necessário que eles sejam parados. Caso isso não ocorra, o estímulo continua indefinidamente, como ocorre com algumas drogas, ou ocorre o impedimento de futuros estímulos. Essa desativação pode ocorrer de diversas maneiras, entre elas estão:

- Reabsorção: após a transmissão do estímulo, os neurotransmissores são reabsorvidos pelo neurônio de origem
- Desativação enzimática: uma enzima específica age sobre o neurotransmissor, desativando-o
- Difusão: os neurotransmissores se espalham, se afastando dos receptores naturalmente
- Células da Glia: astrócitos removem os neurotransmissores da fenda sináptica

Vídeo

A seguir, um vídeo que ilustra a sinapse.





Nos próximos posts, abordaremos o funcionamento de cada um dos neurotransmissores mais importantes. Começando com a serotonina.

Fontes

http://faculty.washington.edu/chudler/chnt1.html
http://www.neurofisiologia.unifesp.br/neuromoduladores_nocaogeral_simonebittencourt.pdf
http://www.sciencedaily.com/articles/n/neurotransmitter.htm
http://psychology.about.com/od/nindex/g/neurotransmitter.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Neurotransmitter 
http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/sinapse-eletrica/
http://neuromed88.blogspot.com.br/2008/09/neurotransmissores.html


Patologias - Tratamentos: Sociopatia

     Bom, primeiramente gostaria de, brevemente, relembrar algumas características da sociopatia, considerada um Transtorno de Personalidade Anti-Social (TPAS).

*Falta de respeito pelas leis e costumes sociais;
*Falta de respeito pelos direitos dos outros;
*Incapacidade de sentir remorso ou culpa ( não aprende com punição);
*Tendência a apresentar comportamentos violentos e explosões emocionais;
*Baixa tolerância à frustração;
*Falta de empatia com outros seres humanos;

*Egocentrismo exagerado;
*Emoções superficiais, teatrais e falsas.


     Agora iniciemos, de fato, a falar dos tratamentos possíveis para a sociopatia.

     Antes de tudo, precisa estar claro que não existe um tratamento especifico para a sociopatia, cada paciente recebe um tratamento segundo sua idade, a gravidade da doença e a presença de outras doenças paralelas, o que é muito comum. Esses tratamentos incluem psicoterapias, medicamentos e, às vezes, terapias de choque e neurocirurgias ( essas duas últimas destinadas a pacientes com transtorno mental crônico ou deformidade no cérebro).

     As psicoterapias incluem terapias comportamentais, cognitivo-comportamentais e técnicas de reconstrução de personalidade. Esses tratamentos esbarram em duas dificuldades: o reconhecimeto da doença pelo sociopata e a falta de vínculo entre terapeuta e paciente.
     A terapia comportamental ajuda no recondicionamento do comportamento do paciente, ensinando-lhe um novo comportamento que permita-os viver em sociedade e lidar bem com ela, ou seja, comportamentos pró-sociedade. 
     A terapia cognitivo-comportamental procura entender os pensamentos e sentimentos do paciente e ensinar-lhe habilidades para alterar seus comportamentos que ferem as normas sociais (mentir, roubar, matar) e seus impulsos raivosos.

     Os tratamentos medicamentosos vêm como suplemento à psicoterapia, sozinhos não apresentam eficácia, até porque a maioria dos pacientes os abandona ou negligencia.
     Os medicamentos são úteis para tratar dos sintomas de problemas paralelos, adicionais que o paciente desenvolve. A maioria dos sociopatas apresentam outros problemas mentais, como hiperatividade, síndrome do pânico, maior tendência à depressão, ao abuso de álcool e drogas ilícitas e transtornos de ansiedade e agressividade, daí a necessidade de manipulação de neurolépticos, estabilizantes de humor, anti-ansiedade, antidepressivos, psicoestimulantes, sais de lítio (homor, depressão nervosa e mania) e benzodiazepínicos (sedativos, hipnóticos, ansiolíticos, relaxantes musculares e anticonvulsivantes).





Agora curiosidades!!!
Casos famosos de sociopatia:

1.Marry Bell (inglesa) - Aos 2 anos, espancave suas bonecas; aos 4, enforcou um coleguinha; aos 5, viu o atropelamento de um amiguinho e permaneceu indiferente; aos 11, estrangulou até a morte duas crianças (3 e 4 anos).
 
2.Mohammed D'Ali(goiano)- muitos problemas de comportamento; não frequentava a escola; não conegui
a manter os empregos;envolvido com drogas; matou a namorada inglesa a facadas após uma discussão e foi ver um show da Mulher Melancia na TV logo em seguida, para depois esquartejar o corpo e jogá-lo num rio.








 
 
 
 
 
 















Bibliografia:








domingo, 26 de maio de 2013

Patologias - Causas: Sociopatia

O transtorno de personalidade anti social, conhecido vulgarmente como sociopatia, possui sintomas divididos em dois grupos. O grupo I engloba as anormalidades no comportamento interpessoal, como falta de empatia e falta de sentimento de culpa ao trapacear, roubar, entre outros. O grupo II relaciona-se às regras sociais e à impulsividade. Desses todos, o sintoma mais aparente é o último mencionado.
Eventos traumáticos nos primeiros anos de vida, tais como abuso sexual e físico, podem levar a esse quadro, bem como uso de drogas, predisposição genética, exposição a drogas no útero e lesões traumáticas no lobo frontal.
Indivíduos sociopáticos possuem várias diferenças morfológicas quando comparados a indivíduos normais. Eles apresentam:
  • Diminuição do volume de massa cinzenta pré-frontal(diminuição da resposta autonômica a um acontecimento estressante);
  • Menor volume da amígdala e reducão bilateral do volume do hipocampo posterior(dependência ao álcool e menor controle próprio);
  • Reducão do metabolismo na parte frontal, principalmente no córtex, bem como na amígdala, sistema límbico, hipocampo e núcleo caudado.

Indivíduos sociopáticos tambem apresentam anormalidades na via seretonérgica, o que é algo comum em vários transtornos, como o bipolar ou a depressão. Nesse caso, há uma deficiência na via, diminuindo a concentracão de seretonina no encéfalo, o que está relacionado a um comportamento agressivo e impulsivo.

Tambem há uma baixa concentracão do aminoácido triptofano livre no sangue, o qual é necessário para a producão de seretonina. A falta desse aminoácido que está relacionada a um aumento de irritabilidade, falta de controle e distúrbios do comportamento social.